quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
The Book of Illusions
Este foi o terceiro livro de Paul Auster que já li. Conheci a sua escrita com No País das Últimas Coisas e fiquei apaixonada. Apresenta-nos uma escrita poética, uma cadência musical, uma história envolvente. A Trilogia de Nova Iorque segue o mesmo estilo, mas em três contos. Fui-me apercebendo da um fio condutor nas suas histórias, um estilo muito próprio, uma presença sua muito forte. As personagens são sempre construídas, pensadas, dotadas de um espírito comevedor, de uma força maior que elas, mesmo quando a sua vida lhes é roubada pela tragédia. Nem sempre compreendemos as suas escolhas, sobretudo quando um caminho mais fácil e mais racional está à sua frente, mas elas teimam em nos desafiar a lógica, em seguir estradas ousadas e diferentes, mas que nem sempre levam a vidas mais felizes.
Ao ler Paul Auster fico emocionada, fico sensibilizada, penso e repenso nas personagens, na história, nos fins que eu gostaria que as histórias tivessem. Fins esses que não acontecem, que simplesmente não podem acontecer nos livros de Auster. Os fins são sempre imprevisíveis, carregados de sentimento, de uma lógica para nós distorcida e, muitas vezes, irracional. Mas que nos confortam. De alguma forma, os finais das suas histórias trazem-me um sentimento de conforto, de aceitação, e de alguma verdade. De inicio quase que nos sentimos roubados, mutilados, como se os ensinamentos da infância, os finais felizes, não pudessem existir, mas na verdade estes não são finais, são começos. Ou então não.
The Book of Illusions é magistral, é uma obra de arte, é sentimento puro, é, acima de tudo, comovedor. Dificilmente me vou esquecer desta história, ficou gravada cá dentro, com um carinho especial. Não me vou sobretudo esquecer de Hector Mann, homem perturbado e profundamente arrependido pelas suas escolhas na juventude que precisa de "morrer" para poder continuar a viver, tal como o narrador da história, David Zimmer.
Mas a melhor descrição está aqui:
Make no mistake about it, Paul Auster is a phenomenal writer. His prose
dances through your mind, grabbing at images and emotions and ideas as
you read and just when you think you know where he's going, he's off
somewhere else and dragging you along with him. When I was done with
the book, I wanted to read it again and deconstruct his words and see
how he put it all together, much as David Zimmer did with Hector Mann's
life and his movies.
This is not a "feel good" book and it's not a story that will keep you
turning pages to see what happens next. If you want a book to challenge
your thoughts and emotions and perspective on life, then I can
recommend it highly. Just don't think you'll put it down with a
satisfied smile on your face.
Para mais informação:
http://en.wikipedia.org/wiki/Paul_Auster
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Pisca-pisca
Penso que todos sabem o que são as luzes de pisca. Todos sabem para que serve. Ou deveriam saber visto que, aparentemente, muitos se esquecem que elas existem. E nós, os outros, temos de adivinhar a direcção que vós, os esquecidos, quereis tomar. E isto é ainda mais grave nas rotundas. Todos nós já tivemos dúvidas em como fazer uma rotunda e quase todos nós já tivemos acesas discussões sobre o tema. Acontece que não ajuda nada que vocês, os que se esquecem do pisca, entrem e saiam das ditas sem um pequeno, até rápido, sinal de pisca. E tudo isto se torna ainda mais grave quando é hora de ponta numa rotunda apinhada de gente esfomeada e cansada depois de um longo dia de trabalho. Pois que nós, os que fazemos pisca, temos de sofrer de graves crises de indecisão de arranca e trava, tudo numa fracção de segundo por vossa causa.
Muitas são as vezes que quis ter um sinal luminoso no tejadilho do carro a "lembrar" a importância do pisca, mas penso que se calhar um gesto com um dedo ou um sonoro *******, *** ***** ** **** resultaria melhor.
Muitas são as vezes que quis ter um sinal luminoso no tejadilho do carro a "lembrar" a importância do pisca, mas penso que se calhar um gesto com um dedo ou um sonoro *******, *** ***** ** **** resultaria melhor.
domingo, 15 de janeiro de 2012
teste... som.. um.. som...
vamos lá ver se esta coisa dos blogs funciona. assim como assim tenta-se.
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